segunda-feira, 20 de maio de 2013

Chuva



"Não gosto de versos."
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Percebo que ando,
Porém não sinto as pernas
Moverem-se para isso.
É como se  andasse com os pés de outros.

Levado por sensações frias,
Que como mãos fortes,
Me conduzem, inexoravelmente,
Ao meu destino.

Vejo tudo sem abrir os olhos,
Através da pequena janela.
Mas estou tão distante,
Que minha respiração não embaça o vidro.

Talvez seja o sono,
minhas pálpebras estão pesadas.
Queria abrir os olhos e ver o céu,
Que deve estar cinzento lá fora.

Pingos de chuva batem na janela,
Percebo isso, de olhos cerrados ainda.
São de um ritmo estranho,
Como de pessoas às lágrimas.

Tenho um pouco de frio,
Mas estou vestido
Com uma roupa que caiu-me tão bem...
Acho que nunca mais vou tirá-la;

A chuva atrapalha minha mudança,
Coisa essa que não queria tanto fazer.
Vou para a casa destinada aos meus pais, 
Mas que precisei primeiro.

A evolução psicológica através do rock 'n roll e seus mais variados níveis

Existe uma teoria positivista que afirma que para cada fase da vida existem coisas específicas. Não é uma verdade, mas entendê-la com  a representação abaixo fica mais fácil. O fato é que talvez falte bandas ou artistas para enquadrar nos mais variados níveis  uma limitação com a qual a autora que vos escreve ainda tenta lidar. Além do mais, como nada abaixo é verdade, não precisa ser levado a sério (bem como o reconhecimento de alguma possível semelhança com a realidade). 


Vamos aos níveis, do menos complexo para o nível máximo. 


Nível 1: é o típico poser, indivíduo que conhece muito de rock 'n roll manjado. Muito do que toca em rádios. Sabe aquelas rádios de TV a cabo? Que se for pra tocar alguma do Slipknot com certeza tocará Vermillion ou Before I Forget, se for pra tocar Guns'n Roses, tocará Sweet Child O' mine? Então, esse indivíduo é o expert em rádio supostamente de rock. Ele conhece tudo sobre músicas manjadas. 

Suas bandas preferidas são Guns'n Roses, Aerosmith, Queen, Ramones, Evanescence e Nickelback.
Risco de ser poser: 

Nível 2: indivíduo indierocker. Este modelo é um pouco recente, embora a vertente do rock 'n roll denominada indie (de independent) tenha surgido ha muitos anos, com Velvet Underground, David Bowie e até mesmo Pink Floyd, bandas como Foster The People, Arctic Monkeys, The Killers, The Strokes e Black Keys tem trazido fãs no carreto do caminhão, fãs nem sempre fiéis. O caso do indierocker é até preocupante. 
Um indivíduo gostou a vida toda de Legião Urbana e Los Hermanos, duas bandas melancólicas que não existem mais, por exemplo. A solução é gostar do que lhe é mais familiar, mais próximo por causa das letras e o jeito de cantar. Neste caso, as bandas que melhor representam são os brasileiros Mop Top, Vanguart, Vivendo do Ócio, Rock Rocket, Legião Urbana, Los Hermanos e os internacionais já citados acima e mais uma leva de bandas recentes como The Kooks e Alabama Shake, Kings Of Leon e Kaiser Chiefs. 
Risco de ser poser:  
Nível 3: o doente revoltado. Aquele que grita a letra das músicas, que nem sempre sabe o que diz a letra da música, mas berra ela assim mesmo. Neste nível é possível enquadrar um número considerável de bandas e vertentes. Qualquer banda screamo, por exemplo, se enquadra neste nível. Hardcore nacional e neo-punk também podem ser incluídos, qualquer banda que vá de Linkin Park, Limp Bizkit e A Day To Remember até Slipknot, Rammstein, System of a Down e até Incubus. Ou seja, praticamente qualquer banda com mais de um single de cunho crítico social. Além das bandas já citadas, acrescente Rise Against, Rancore, Sugar Kane, Charlie Brown Jr,  Asking Alexandria, Nightwish, Envydust e a grande Avenged Sevenfold. 
Risco de ser poser: 
Nível 4: o viajandão. É o indivíduo que está quase transcendendo. Ele tem reflexões profundas ouvindo músicas de rock progressivo. Praticamente todas as suas bandas preferidas já acabaram, ou se não, já não são as mesmas de quando estavam no auge. Mas ele não se importa com o fato de não ter novidades sobre essas bandas, o que já existe delas ainda tem muito a lhe dizer. Ele só tem que se atentar a um fato: é neste nível que o indivíduo está mais aberto para outros gêneros musicais, o mais perigoso é a MPB e o Blues. Uma vez ouvindo Com Açúcar, Com Afeto, jamais haverá volta do gosto por apenas rock. Os principais representantes deste fabuloso nível pode ser Pink Floyd, Led Zeppelin, Janis Joplin, Raul Seixas, Creedance Clearwater Revival, Os Mutantes e  The Doors. Mas qualquer outra banda entre 1960 a 1978 com letras reflexivas e faixas com mais de 9 minutos cujo o solo da guitarra dura 5 minutos pode se enquadrar neste nível. Este nível só pode ser alcançado com no mínimo 5 anos de culto aos deuses da guitarra e da reflexão.  
Risco de ser poser: 0 

Nível 5: o classicista. Ele é quase o nível 1, mas com uma diferença fundamental: ele conhece de verdade o que está ouvindo. Ele curte todas as bandas clássicas do Rock. De Ozzy a Alice Cooper, de Nirvana a Iron Maiden. Ele conhece discografia de no mínimo 250 bandas, discografia completa, letras de qualquer música incluindo não-single na ponta da língua. Este nível é o chamado geek musical, uma enciclopédia do rock. Corre o risco de ser confundido com o poser típico do nível 1, mas meia hora de conversa sobre Jerry Lee Lewis pode mudar isso. Pode acontecer alguma grande decepção e o indivíduo classicista ao passar pelo nível 4, ter seguido outro gênero musical paralelamente ao seu desenvolvimento no rock. O mais recorrente é o Blues e no caso de uma decepção (que vai desde um divórcio em até o fim de uma banda) o rock pode ser deixado de lado. 


Representantes: superficialmente demonstrando um nível tão amplo que inclui várias bandas já citadas em outros níveis,  temos Eric Clapton, Ramones, Metallica, Jimmi Hendrix, U2, Foo Fighters, Nirvana, Johnny Cash, Elvis Costello, Raul Seixas, Titãs, Coldplay, Oasis, Bob Dylan e qualquer banda que toque alguma música que não esteja na moda por mais de 5 vezes numa rádio devidamente rock. Curiosidade: uma banda que sempre representa muito bem este nível é a trash Velhas Virgens, sabe-se la o porquê.
Risco de ser poser: 
Nível 6: o rockeiro de fato. Ele já ouviu tudo o que podia. Já foi tipicamente poser ouvindo apenas o que tocava no rádio. Ele já foi indierocker ouvindo e reproduzindo Strokes na sua guitarra até seus dedos sangrarem. Ele ja estourou a garganta gritando com o Chester do Linkin Park e já entrou em bad trip ouvindo Shine On You Crazy Diamond do Pink Floyd. Ele devorou álbuns e conheceu tudo o que podia sobre tudo o que já ouviu. Ele estava pronto para os grandes. The Beatles foi o primeiro. Ouviu a discografia várias vezes e demorou anos para perceber que Beatles era diferente. Não seria a repetição que traria para ele algum significado. Seria o quanto uma canção podia marcar sua vida. 

Depois foi a vez de Elvis. O rei. 

Era difícil precisar o quanto ele era culpado por tudo aquilo. Por todo o seu desenvolvimento musical. 

E por último, Rolling Stones. Era sua vida, a música. Cada barulho da sua rotina era uma música. 

Ele tinha atingido o nível máximo da evolução psicológica através do rock 'n roll, poderia se tornar um guru para as novas gerações. 



“coisas-que-você-precisa-saber” sobre o Metrô


Primeiramente, o post a seguir não tratará apenas do metrô, mas também do trem, Mafersa, Alstom, CPTM, ViaQuatro, Fepasa ou qualquer outro sinônimo que você conheça da “minhoca de metal que corta as ruas”.
É o seguinte: sabe aquilo que faz parte da sua rotina, que acaba com você, te cansa, você detesta e se pudesse nunca mais veria de novo, mas mesmo assim, sabe que isso é impossível porque tudo o que é bom é relacionado a isso e no fim você não tem nenhuma chance de eliminá-lo? O metrô é assim, principalmente em São Paulo. Se tornou a cara da cidade, já que você consegue ir para qualquer canto apenas com uma passagem de 3,00 reais. Só que tem coisas que você precisa saber.
  • Fuja para as colinas se por acaso tiver que entrar numa estação de metrô próximo a alguma instituição de ensino superior. É aterrador se sentir em um enlatado com um bando de estudantes cheios de livros e uniforme do curso de Educação Física encharcado de suor. Fuja, é sério.
  • Horário de pico é balela para algumas estações. Sé, Barra Funda, Luz, Brás e principalmente Pinheiros, não existe essa história de horário de pico. Todo horário é de pico para estas estações. É comum ouvir algumas recomendações de gente mais velha antes de começar a enfrentar os trens e metrôs, como a famosa “evite a Sé as 6 da tarde”, no caso, o correto seria adaptar para “evite a Sé”, somente.
  • Quanto mais antiga a linha, mais tempo no trem. Existem linhas pré-históricas por aí. Em São Paulo, as linhas 7, 8 e 9  da CPTM surgiram em tempos muito remotos e mesmo com os novos trens (aqueles trens sem divisões, que liga um vagão ao outro com sanfonas), não conseguem resolver este problema da lentidão devido ao desgaste da linha. Na verdade, a linha 7 é um caso perdido em São Paulo. É, sem sombra de dúvidas, a pior linha de toda a malha ferroviária, e talvez por isso os trens mais antigos circule nela, ou o contrário. A linha 7 também é a única linha cuja a voz que anuncia as estações não foi padronizada. Há cerca de 5 anos, todos os trens e metrôs passaram por uma padronização cuja a voz que anuncia as estações é senão a mesma, muito parecida com a voz da mulher do Avast. EXCEPTO a linha 7, Rubi da CPTM que continua com a voz de vendedor de churros em todas as estações, chamando a atenção vezes ou outra de quem segura a porta ou quem senta no meio do vagão.
  • Primeiros trens do dia são lendários. Isso vale para território nacional, isso é regra básica de convivência no trem ou metrô. Se você entrar no primeiro metrô do dia, você verá gente vomitada, bebâda, chapada, cambaleando, ensanguentada, sem sapatos, com roupas rasgadas,  tatuagem nos olhos, portando armas de fogo, quase nú, pedindo dinheiro, encharcado de cerveja, todo e qualquer tipo de gente insana voltando da noite. Em São Paulo, a maior parte é facilmente encontrada na Linha Amarela, que vem da Av. Paulista. Observe sempre ao sentar num banco, ele pode estar vomitado.
  • Mendigos! Toda estação, repito, TODA ESTAÇÃO, tem mendigos. Seja Sumaré ou Praia Pequena, sempre haverá mendigos querendo te filar.
  • Comércio de muambas em geral é a coisa mais legal do mundo dentro de um metrô ou trem, sendo mais fácil encontrar nos trens. Você pode comprar qualquer coisa no metrô, canetas, chaveiros, amendoins, calcinha, sutiã, bloco mágico, bonecas, cópias de dvds não autorizadas (todos os gêneros), dentaduras, roupas, bolsas, juízo, comida congelada, fogão, computador, torradeira, ferro de passar, camisinha, sapatos. E tudo por preço de banana. Só que nem é preciso falar que isso só acontece em trens vazios, ou seja, o comércio de muambas anda meio em falta em algumas linhas.
  • Tenha educação. Isso é realmente difícil para quem embarca na linha vermelha do metrô sentido Corinthians – Itaquera, mas faça o maior esforço possível para não encoxar alguém, tire a mochila das costas, não espirre ou tussa na cabeça de alguém, use desodorante, evite falar alto, não ouça músicas sem seu fone de ouvido,  não fique com as axilas na cabeça de ninguém ou o pênis no ombro de alguém.
O metrô agradece e lhe deseja uma ótima viagem.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ola galera!
Vou deixar um link aqui pra vocês da página do Poeta Andarilho, um grande amigo meu escritor de poemas e poesias, o cara é fera.
new song:

É o que temos

Eu vou lutar sei que posso vencer
sei que a vida é cheia de curvas...
Eu vou lutar sei que posso vencer 
sei que a vida é cheia de curvas...
mas meu sonho é bem maior 
que o meu medo
mas meu sonho é bem maior 
que o meu medo
é um tempo em que acreditar...
é um tempo em que acreditar... é o que temos!

     "E hoje não tenho medo de encarar o novo,
       o frio na barriga é pura adrenalina,
       sonho em minha mente, a coragem esteja sempre presente,
       filosofia de vida em que acreditar, acreditarrrr... é o que temos
     É o que temos."

terça-feira, 14 de maio de 2013

música:

Tentando Entender

Você diz que a vida está no final
se olha no espelho e não vê sua parte real

a caminho da escola você vê pessoas 
se divertindo rindo à toa 

em seu caderno matérias não há 
e suas notas todas irregular

refrão: Não se sinta mal
           você é igual a todo mundo     2x

Inspiração!

Me inspiro em dias melhores, em minha esposa, em minha casa, meu cachorro, meus instrumentos musicais, família, meus sonhos, não sonhos mesmo sabe...? Pois estes fogem do nosso controle durante o sono. Sonhos aqueles que criamos em nossas cabecinhas, luto por eles as vezes com muita intensidade e, por vezes com alguma preguiça, mas não me aborreço por ter preguiça, penso que todos nós somos portadores de tal mal.
   Na vida percorremos ruas como muitos nomes, avenidas bastante movimentadas, cidades com muita luz, povos com outros costumes e nos inspiramos, criamos um novo ser a cada mudança induzida pelo tempo, as vezes até temos que olhar pra dentro de nós pra não nos perdermos tipo, identidade sabe!? E, em meio a tudo isso sofremos frustrações, alegrias, separamos o que nos serve, criticamos ferozmente a "esquerda" hehehe... mas oque dizer? Não sei, só sei que quase tudo vale por inspiração, para mim a inspiração caminha lado a lado com a esperança, com fé e olha que não estou falando de religião, mas é claro que fico feliz se você se apega a Deus, placa de igreja não salva ninguém, estou falando de fé no que você faz ou pretende fazer, fé em você mesmo.
   Desejo que você se inspire no escuro quando não encontrar um interruptor pra acender a luz;
    desejo que você se inspire no desemprego para mudar o foco de sua vida e nesse momento acreditar mais em seu potencial;
  desejo que você se inspire em seus adversários para que supere suas expectativas;
  desejo que a vida te inspire mesmo que o momento seja de desistência!!!
   Inspiração, inspiração, invada a vida de todos que têm sede de vida, que luta pelo melhor e ama a si mesmo incondicionalmente!
    Se inspire!